Esse é um texto pra você mulher tentante que deseja mais que ser mãe, gerar um bebê. E que tem lidado com essa espera dia após dia, confusa sobre porquê ainda não aconteceu. “Será que há algo errado comigo? Com meu parceiro? Será que temos que fazer mais alguma coisa?” Você houve que se sentir ansiosa atrapalha o processo, mas como não se sentir ansiosa quando se está tentando realizar um sonho? Quando o desejo é grande demais? Fácil falar, difícil praticar. No fim, você pode se sentir pressionada a fazer mais isso como a coisa certa para conseguir ter um bebê. E é por isso que eu quero te apresentar Lígia e Paulo. Um casal que, assim como vocês, isso mesmo, vocês é um casal tentante. Talvez vocês se identifiquem um pouco com eles e, ao conhecê-los se entendam melhor e já não se sintam tão sozinhos.
Lígia e Paulo buscaram terapia de casal, pois querem ter filhos e estão há três anos tentando. Na sessão, Lígia relata aos prantos que sempre sonhou em ser mãe e que não tem como ser feliz sem um filho, já que a família só estará completa a partir desse momento. Paulo não aguenta mais vê-la chorando pelos cantos da casa. Sente-se culpado, fracassado e já não sabe o que fazer para conseguirem o tão sonhado bebê. Iniciaram o tratamento de fertilização, e, após algumas frustrações, foram orientados a buscar psicoterapia para refletir sobre seu estado emocional. A ansiedade, a culpa e a depressão são muito comuns frente a infertilidade e possuem impactos importantes tanto no tratamento quanto no relacionamento. E durante a fase de tentativas, o foco durante o sexo pode passar a ser ter um bebê, sem tanto foco no prazer.

Fatores psicológicos:
- negação;
- depressão;
- sintomas de ansiedade;
- culpa por não atingir o objetivo desejado;
- perda de controle,
- baixa autoestima;
- inadequação pessoal;
- problemas de relacionamento;
- medo do término da relação;
- problemas no funcionamento sexual.
Fases da Terapia:
1º – entrevista inicial, antes ou durante o começo do
tratamento hormonal;
2° – preparagao para fases seguintes do tratamento com
intervenções na fase de estimulagdo da ovulação;
3° – apoio com intervengdes individuais durante a
internação (punção ovariana ou transferéncia de
embrides) e atendimentos durante a espera;
4° – continuação ou alta dependendo do resultado do
tratamento;
No caso de Ligia e Paulo, o processo tem como foco avaliar a situação atual: qual o limite de tentativas de
fertilizado para serem pais? Há outras alternativas para realizar esse sonho? É possivel ser feliz sem filhos? Não há resposta certa. A decisão precisa ser de acordo com os valores do casal, o que pode ser um
grande desafio para a terapeuta.
Vocé está ou conhece alguém que está em processo de fertilização?
Quais sentimentos tem surgido mais frequentemente nesse caso?
Deixo aqui a minha solidariedade aos tentantes, na esperança de que encontrem o melhor caminho para
uma vida feliz. Um abraço, da Jú!

